quinta-feira, 23 de junho de 2016

Romário responde Mara Gabrilli: 'Não ataco quem é do meu time

Romário rebateu a deputada Mara Gabrilli, que acusou o senador de ter trocado o voto dele no impeachment pela indicação da ex-deputada Rosinha da Adefal para a Secretaria dos Direitos da Pessoa com Deficiência.
Disse Romário, em mensagem para a coluna:
"Eu não ataco quem é do meu time. Hoje eu jogo do lado de todos aqueles que atuam em favor das pessoas com deficiência, por isso, embora bastante chateado com as declarações da deputada Mara Gabrilli, não vou revidar.
Entendo que ela esteja frustrada por não ter sido atendida, já que individualmente indicou um nome para assumir a Secretaria dos Direitos das Pessoas com Deficiência e não teve sucesso. Mara levou essa questão para uma disputa pessoal e se perdeu em rancor. Sempre fomos amigos e sempre compartilhei com ela e sua equipe a promoção de eventos e ações em favor da causa. Bem diferente das acusações levianas que ora ela me faz, tenho registro de elogios públicos que recebi dela.
Mara mente ao dizer que eu não procurei as pessoas da área para indicar a ex-deputada Rosinha da Adefal. Tanto que tive o apoio de vários parlamentares, deputados e senadores ligados à causa. A procurei também, ela disse que não assinaria o ofício, mas afirmou que não tinha nada contra a Rosinha. Inclusive, disse que era um ótimo nome.
São mentirosas as insinuações, por parte da Mara, de que a indicação da Rosinha foi moeda de barganha para apoiar ou não o impeachment. Além de representatividade na área, Rosinha tem um ótimo diálogo com o Congresso Nacional. Facilitando e garantindo que demandas apresentadas tenham um rápido atendimento.
Fiquei especialmente estarrecido com acusação de usar a minha filha para me promover. Ao falar isso, Mara depõe contra ela própria, assim como contra várias pessoas que atuam pela causa. Afinal, a nobre deputada estaria nessa trincheira se não fosse tetraplégica? O nascimento da minha filha me transformou numa pessoa melhor e eu tenho muito orgulho de dizer isso. Ela é linda e saudável e nunca lhe faltou nada, mas pelo olhar da Ivy eu pude ver que milhões de pessoas com deficiência no Brasil tinham muitas necessidades e resolvi lutar por elas. Ao contrário do que diz Mara Gabrilli, eu usei a minha fama para dar luz à causa e não o contrário.
Mara destilou preconceito ao dizer que não tenho conhecimento técnico na área. Gostaria que a deputada me respondesse quando ela me fez uma pergunta que eu não soube responder. E mais, desde quando conhecimento técnico é pré-requisito para representar a população? Política é, antes de tudo, a arte de se construir soluções na base do diálogo. É muito bom que se tenha conhecimento técnico, mas, se isso fosse fundamental, estaríamos limitando e cerceando o direito das pessoas de se candidatarem a cargos eletivos.
Espero que a deputada repense suas declarações e avalie o quanto ela prejudica a causa com essas ações. Não é atacando quem está do nosso lado que avançamos."

Renan decide acionar STF sobre ação na casa da senadora Gleisi

BRASÍLIA — O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), determinou que a Advocacia Geral do Senado ingresse junto ao Supremo Tribunal Federal (STF) com uma reclamação questionando a questão de a entrada na residência da senadora Gleisi Hoffmann, onde reside o marido Paulo Bernardo, que foi preso nesta quinta-feira, tenha sido autorizada por um juiz de primeira instância.

quarta-feira, 15 de junho de 2016

Após quase três horas de reunião, Tite deixa CBF sem revelar escolha

Após quase três horas de reunião entre Tite e Marco Polo del Nero, a seleção brasileira segue, ao menos por ora, sem treinador. O técnico do Corinthians chegou à sede da CBF na noite desta terça-feira, horas depois de Dunga ser demitido, ficou reunido a portas fechadas com o presidente da confederação e deixou o local sem dar declarações. Ao final do encontro, a entidade informou apenas que foi uma boa primeira conversa, ainda não conclusiva. Outras reuniões, ainda sem data marcada, acontecerão para definir se Tite será ou não o novo técnico da Seleção, mas a CBF fará um novo contato nesta quarta-feira. A negociação está aberta.

Tite, que voltou de helicóptero para São Paulo, vai ter agora um novo encontro com o presidente do Corinthians, Roberto de Andrade, antes do treino desta quarta. O dirigente alvinegro está investindo pesado na permanência do treinador, argumentando que não é o momento de ele assumir a Seleção. Andrés Sanchez segue na mesma linha. Já os auxiliares mais próximos, Matheus Bachi (filho do técnico) e Cleber Xavier, acham que é o momento de ele aceitar o desafio.
Do lado da CBF, o clima é de decepção, já que eles esperavam fechar com ele ainda nesta terça-feira. Durante a reunião, falava-se em otimismo e a CBF falou, após as quase três horas de encontro, que está confiante num desfecho positivo. Os dirigentes esperam que o treinador sinalize uma posição nesta quarta e não se sabe de um plano B caso a resposta seja negativa.

Atirador de Orlando teve ajuda da mulher?

A polícia nos Estados Unidos está investigando se a mulher do atirador que matou 49 pessoas em uma boate gay em Orlando tem alguma ligação com o ataque, de acordo com a mídia americana.
Noor Salman, mulher de Omar Mateen, teria dito à polícia que tentou impedir que o marido realizasse o ataque. Mas ela pode ser indiciada como cúmplice e ainda por não ter alertado às autoridades sobre a iminência do ataque - o ataque mais letal do tipo na história recente dos EUA.
Logo depois do atentado, surgiu a informação de que Mateen, o atirador, tinha uma ex-mulher, Sitora Yusifiy, que o acusou de violência doméstica e disse que ele era "psicologicamente instável".
Na terça-feira (14), porém, a mídia passou a divulgar que, após se separar de Yusifiy, Mateen se casou com Salman, com quem teria um filho.
Há relatos ainda de que Mateen teria sido frequentador da boate gay e que teria trocado mensagens com homens por meio de aplicativos de relacionamento online.
Procuradores citados pela Fox News disseram que estavam tentando indiciar Noor Salman como cúmplice dos 49 homicídios e 53 tentativas de homicídio, e por não ter alertado às autoridades sobre o ataque iminente.
Ela alega, porém, que tentou convencer o marido a não realizar o ataque.
Segundo uma fonte da rede de TV Fox, Mateen pode ter ligado para a mulher de dentro da boate durante o tiroteio.
Na terça-feira, a mídia americana divulgou ainda que Noor Salman estava com Omar Mateen quando este comprou munição e que o levara de carro para a Pulse em outra ocasião, porque ele queria investigar o local.
Salman foi interrogada após o ataque, mas não foi presa.
O senador americano Angus King, membro do comitê de inteligência do Senado que recebeu um briefing sobre a investigação, disse à CNN que "aparentemente ela tinham conhecimento sobre o que estava acontecendo".
"Ela é definitivamente, eu diria, uma pessoa de interesse agora, e aparentemente ela está cooperando e pode nos dar informações importantes", ele acrescentou

quarta-feira, 1 de junho de 2016

Prazo para Dilma entregar defesa do impeachment termina nesta quarta

Vinte dias após a abertura do processo de impeachment pelo Senado, vence nesta quarta-feira (1º) o prazo para a presidente afastada Dilma Rousseff (PT) entregar sua defesa das acusações de que cometeu crime de responsabilidade ao praticar as chamadas “pedaladas fiscais” e ao editar seis decretos de crédito suplementar sem autorização do Congresso

No documento, a defesa de Dilma deve alegar que os atos não configuram crime de responsabilidade e que o processo de impeachment tem “vícios de origem”, porque teria sido aberto por “vingança” pelo presidente afastado da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ).
Na quinta-feira (2), a comissão especial do impeachment se reúne para discutir o cronograma de atividades do colegiado nesta etapa do processo – chamada de pronúncia –, na qual os parlamentares decidem se a denúncia contra Dilma é ou não procedente e se deve ou não ser levada a julgamento final.
Na semana passada, o relator do caso, senador Antonio Anastasia (PSDB-MG), apresentou proposta de cronograma no qual o Senado decidiria se leva ou não o processo a julgamento entre os dias 1º e 2 de agosto.
Senadores a favor do impeachment querem agilizar as atividades e concluir esta segunda fase em julho. Parlamentares que apoiam Dilma, no entanto, consideram curto o prazo de trabalho desta etapa da comissão.
Nesta parte intermediária do processo, a comissão realizará diligências, coletará provas e ouvirá testemunhas de defesa e de acusação – para, depois, elaborar um relatório sobre a denúncia.